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Ourinhos, 10/03/2010
 
 
     Coleta
 

Não existe nenhum registro histórico sobre a data precisa de início da construção de redes de esgoto na cidade de Ourinhos.

O que se pode afirmar é a existência de poços de visita na parte mais antiga da cidade, cujos tampões de ferro fundido são datados de 1.951, localizados mais exatamente na parte central da cidade.

Até o ano de 1.954, a quantidade de prédios ligados à rede esgoto era muito reduzido, somavam 1.120 ligações contra 3.600 ligações de água. A situação acarretava a existência de elevado número de fossas. Segundo dados do IBGE a cidade já contava naquele ano com uma população de 21.335 habitantes.       

Acredita-se que os esgotos produzidos até aquela época na Bacia do Rio Pardo eram lançados “in natura” em algum ponto desconhecido do Córrego Christoni, devido a sua proximidade com a cidade.

Aquela situação só iria mudar no ano de 1.968 com a construção de interceptores para a interligação não somente daquele ponto, mas também dos esgotos da Vila Perino, Vila Nova e Vila Margarida, que passaram a ser lançados num só ponto diretamente no Rio Pardo.

O local de despejo localizava-se próximo ao atual loteamento de chácaras Bom Retiro. O sistema de coleta e destino final dos esgotos continuou recebendo atenção das autoridades e em 1.972 foram elaborados estudos e projetos para ampliação das redes simples, interceptores e emissários, inclusive execução de lagoas de estabilização.

Em função daquele plano, a rede coletora continuou em grande expansão e naquela década de 70 foram executadas várias frentes em muitos bairros pertencentes à mesma Bacia do Rio Pardo, como Vila Boa Esperança, Vila Sândano, Vila Mano, Vila Moraes, etc.

O fato interessante nestas redes é que elas vieram sendo construídas, mas não utilizadas, pois tiveram que aguardar a execução do interceptor para recebê-las. A liberação para uso das ligações só ocorreu em 1.978 com a conclusão do interceptor construído junto ao Córrego das Furnas, partindo das proximidades do Clube Atlético Ourinhense até o lançamento no Rio Pardo.

No ano de 1.980 foram construídas e colocadas em operação as Lagoas de Estabilização de esgoto das Bacias do Rio Pardo e Paranapanema. A lagoa da Bacia do Pardo está localizada nas imediações da ponte da Rodovia Raposo Tavares, saída para Salto Grande.

Com esta obra, o despejo dos efluentes deixou de acontecer diretamente no rio, passando primeiramente pela lagoa. O objetivo principal deste sistema é a eliminação de microorganismos patogênicos que sempre representam grave perigo para a saúde.

A construção do emissário com destino à lagoa de estabilização, possibilitou uma expansão ainda maior de interceptores e redes coletoras em muitos bairros da mesma Bacia, como Jardim Anchieta, Jardim Eldorado, Jardim Europa, Jardim Ouro Fino,Vila Kennedy, Vila Adalgiza, Parque Minas Gerais, Vila Operária, Vila São Luiz, Jardim Industrial, Jardim Guaporé e outros.

A Bacia do Rio Paranapanema é dividida em quatro sub-bacias, são elas: Sub-Bacia do Córrego Monjolinho, Sub-Bacia do Córrego Chumbeadinha, Sub-Bacia do Córrego Jacú/Jacuzinho e Sub-Bacia do Bairro Itaipava.

Os esgotos produzidos no centro da cidade pertencentes à Bacia do Rio Paranapanema, provavelmente eram lançados “in natura” no Córrego Monjolinho, perto da sua nascente no bairro Jardim Ouro Verde. Naquele local foi executado em 1.968, o interceptor partindo da Rua Porfírio Theodoro, margeando o Córrego até o lançamento final no Rio Paranapanema.

A expansão do número de bairros pertencentes à Bacia do Rio Paranapanema a partir de 1.979 foi bastante significativa, principalmente nas sub-bacias dos Córregos Monjolinho e Chumbeadinha. Na sub-bacia do Córrego Chumbeadinha surgiram o Distrito Industrial I, Jardim Santa Fé, Nova Ourinhos, Jardim Santos Dumont e outros loteamentos, que lançavam os esgotos neste córrego num ponto localizado abaixo da Avenida Luiz Saldanha Rodrigues.

A situação exigiu uma providência e foi executado um novo interceptor para atender a sub-bacia, conduzindo os efluentes até a Lagoa de Estabilização do Paranapanema.

Os bairros pertencentes às sub-bacias dos Córregos Jacú e Jacuzinho, tiveram as suas redes de esgoto executadas a partir de 1.980, com lançamento “in natura” nestes córregos. São eles: Jardim Matilde, Vila Odilon, Vila Vilar, Jardim Estoril, Vila São Silvestre, Loteamento Villarville, Jardim Nazareth, Jardim Furlan, Vila Nossa Senhora de Fátima, Jardim Paris, Jardim Itamaraty, Parque Pacheco Chaves, etc.

Estes despejos de esgoto continuam até o momento. O projeto do emissário que atenderá toda a sub-bacia está pronto, porém, para a liberação da execução da obra, atualmente os órgãos ambientais exigem que os esgotos sejam lançados numa estação de tratamento.

Funcionários da SAE em execução de um trecho de rede coletora de esgoto sanitário

A parte de coleta de esgoto contempla  praticamente toda a malha urbana, com cerca de 98% das edificações. Os 2% restantes são representados por construções mais antigas, anteriores à execução das redes. São prédios situados em terrenos com topografia desfavorável em relação às ruas, sem declividade suficiente para lançamento nas redes coletoras.

 
     Tratamento
 

O sistema de Lagoas de Estabilização existente em Ourinhos está funcionando há vinte e sete anos, atendendo as bacias dos Rios Pardo e Paranapanema.

As lagoas tiveram, por um período de tempo, um trabalho satisfatório na diminuição da poluição e degradação dos corpos receptores. Mas com o decorrer dos anos vieram sofrendo assoreamento, e por conseqüência, a diminuição da capacidade de depuração da carga orgânica proveniente das águas residuárias recolhidas na cidade.

Apesar de terem passado por alguns trabalhos de desassoreamento, a constatação atual é que o crescimento demográfico e a expansão do perímetro urbano da cidade de Ourinhos trouxeram a necessidade de uma reavaliação do sistema de tratamento.

Para isto será executado um Plano Diretor para o Sistema de Esgotamento Sanitário, que terá como objetivo principal a concepção do tipo de tratamento mais apropriado para a cidade, com de tecnologia mais adequada para a realidade do município como um todo.

Aplicação de bioinseticida na Lagoa  de Estábilização de Esgoto do Rio Pardo

 
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