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Ourinhos, 10/03/2010
 
 
     Captação
 

A captação da cidade de Ourinhos é constituída por duas caixas de areia, cada uma com capacidade suficiente para atender a vazão total de água prevista para a estação de tratamento.

São providas de grades grossas e finas e de adufas de parede de 600mm que fazem a ligação das caixas de areia ao poço de sucção das bombas de água bruta, localizada no prédio da casa das bombas da captação.

Entrada de água bruta na Captação do Rio Pardo

Daí a água bruta é bombeada através de uma tubulação de 500mm de diâmetro até a Estação de Tratamento, situada a cerca de 400 metros de distância.

 
     Tratamento
 

A E.T.A. da cidade é do tipo convencional, efetuando a clarificação e desinfecção da água, ela compõe-se dos seguintes elementos: entrada de água bruta, câmaras de floculação, decantadores, filtros de areia e casa de química.

Entrada de água bruta:

Vinda do rio, bombeada pela estação elevatória de água bruta, a água é descarregada em uma caixa de chegada que se comunica com um vertedor tipo Parshall onde ela passa em trajeto para as câmaras de floculação. O vertedor é ligado a um poço de bóia, no qual está instalado um indicador de vazão. Os produtos químicos representados por solução de sulfato de alumínio e suspensão de leite de cal, são adicionados no ponto de chegada da água bruta.

Câmaras de floculação:

São destinadas a fazer uma agitação na água já com produtos químicos, de maneira a resultarem flocos bem formados e com boas características de sedimentação.

Foram construídas câmaras com funcionamento por gravidade, providas de chicanas verticais, executadas em madeira, com tempo de detenção igual a 20 minutos. As suas dimensões garantem velocidades convenientes, de modo que asseguram a integridade dos flocos formados e evita a sua decomposição prematura no interior das câmaras.

A fim de permitir a limpeza das câmaras, foram feitas descargas de fundo e pequenas aberturas na parte inferior dos septos verticais.

Decantadores:

São dois os decantadores, com dimensões que adequam comprimento, largura e profundidade. A capacidade é tal a garantir um período de detenção correto, com previsão de volume adicional para lôdos.

A saída da água decantada é feita através de um sistema de calhas coletoras de grande comprimento, garantindo assim a possibilidade de condução de partículas ainda não decantadas, existem também descargas de fundo que permitem o esvaziamento e limpeza.

Filtros de areia:

São quatro unidades filtrantes do tipo duplo, com duas câmaras, cada uma dotada de sistema independente de controle de operação. As camadas filtrantes e suporte, constituídas respectivamente por areia e pedregulho, apoiam-se sobre fundo falso provido de bocais distribuidores especiais.

A vazão de cada unidade filtrante é controlada automaticamente por meio de dispositivos comandados por tubo tipo Venturi. Os demais são todos do tipo de comando hidráulico.

A água filtrada vai para reservatórios enterrados onde recebe, na entrada, o cloro e em outro ponto conveniente a cal para correção do PH. A lavagem dos filtros é feita por meio de bombas de recalques, localizadas no edificio de água tratada.

Ao longo dos filtros, em um corredor, estão localizados os comandos dos registros e indicadores. Sob este corredor estão localizados as canalizações, registros, reguladores e o canal de água filtrada.

Casa de química:

A casa de química abriga os depósitos de coagulantes e de cloro, as salas de preparo e dosagem dos diversos produtos químicos, o laboratório, escritórios, vestiários e instalações sanitárias.

Existe espaço adequado para armazenamento de coagulantes, suficiente para um período longo de funcionamento, existe também um monta-carga, uma espécie de elevador para materiais, que facilita o transporte dos mesmos.

A extinção de cal virgem é feita em extintor devidamente abrigado em local fechado, a fim de evitar poeiras de cal na estação. Do extintor, o leite de cal passa aos dosadores localizados no piso inferior. Os tanques para dissolução do sulfato de alumínio têm suas bordas elevadas sobre o piso da sala e destes tanques a solução vai até os dosadores de sulfato.

O leite de cal e a solução de sulfato de alumínio já dosados, são levados por mangueiras de borracha, abrigados em canaletas existentes no piso da sala de dosagem, até o ponto de aplicação. Nessas mesmas canaletas são abrigadas as canalizações distribuidoras de água e os dutos para a instalação elétrica.

Instalações atuais da Estação de Tratamento de Água

A sala de cloração é interligada com a sala de dosagem dos coagulantes, podendo ser isolada da mesma por uma porta de fechamento hermético. Comunica-se diretamente com o monta-carga de onde serão recebidos os tubos de cloro e possui abertura para o exterior permitindo ventilação permanente, possui ainda exaustor comandado por chave elétrica, colocada externamente.

O flúor, especialmente aplicado para combater as cáries é dosado em uma sala do pavimento térreo e lançado na canaleta de água tratada.

 
     Reservação
 

A reservação é um dos ítens fundamentais dentro de um sistema público de distribuição de água.

A reserva é necessária para que o atendimento à população seja proporcionado de forma contínua, dando sustentabilidade no caso de qualquer ocorrência que venha prejudicar o abastecimento.

È importante na estabilização das pressões nas redes distribuidoras, diminuindo os riscos de rompimentos de tubulações. Oferece melhores condições de racionalização nas operações de adução, resultando em maior economia no consumo de energia elétrica.

 

Sistema de reservação da Vila São João

A Superintendência de água e Esgoto possui atualmente 20 reservatórios com capacidade total de 15,95 milhões de litros distribuídos estrategicamente por toda a cidade.

São 13 reservatórios, entre apoiados, enterrados e semi-enterrados, e 8 reservatórios elevados. Como já foi afirmado no item anterior, está para ser entregue à população mais duas unidades com capacidade total de 1,2 milhão de litros.

Atenderá a Vila São Sivestre e bairros adjacentes.

 
     Distribuição
 

A estação de tratamento produz 400 litros de água por segundo. Ela é bombeada através da estação elevatória de água tratada nº 01, situada na própria E.T.A., para a cidade. Parte dali por uma adutora de ferro fundido com 450mm de diâmetro, com distribuição em marcha, isto é, já sai distribuindo água para a parte baixa da cidade.

Dela saem algumas sub-adutoras que possuem de 100 a 200mm de diâmetro, e destas, saem as redes de 50mm, que constituem a maior parte da distribuição.

A adutora principal vai até o pátio da S.A.E. no centro da cidade onde se localizam a maioria dos reservatórios e os abastece. A partir dali ela segue num diâmetro de 350mm, indo abastecer os bairros da zona sul da cidade como Jardim Matilde, Vila Odilon, Vila Musa, Jardim Itamaraty e outros.

Eles também fazem parte da zona baixa da cidade. Esta adutora também abastece 2 reservatórios construídos naquela região, na Vila musa e Núcleo Habitacional Pe. Eduardo Murante (COHAB).

No pátio da SAE existe a Estação Elevatória de Água Tratada II, que bombeia parte da água reservada para o reservatório elevado localizado na Vila Margarida. Além de abastecê-lo, esta Estação Elevatória promove a distribuição em marcha no seu trajeto.

Ela repete o mesmo processo da adutora principal. Da sua tubulação de 350mm saem outras sub-adutoras e redes de 50mm que abastecem a parte alta da cidade. Ainda no pátio o sistema recebe a produção do poço artesiano profundo ( contrato de concessão), cuja produção atual gira em torno de 175m³/hora.

A água do poço necessita apenas de cloração e é lançada diretamente a um dos reservatórios, seguindo para a distribuição. Foram implantados mais três sistemas de abastecimento a partir de 1.996, hoje denominados Leste, Oeste e Sul, com o objetivo de setorizar o abastecimento de acordo com a defasagem das duas regiões.

No sistema Leste foi executada uma adutora de ferro fundido com 3.216,00 metros sendo 1.896,00 metros de ferro fundido, diâmetro 400mm, e 1.320,00 metros de PVC, diâmetro 200mm.

A água é recalcada do reservatório principal da E.TA., com bombeamento específico para o sistema de reservação executado na Vila Boa Esperança 2ª Secção, que consiste num reservatório metálico apoiado com 500m³ e um elevado com 100m³ de capacidade que funcionam também como reguladores do bombeamento.

Para o sistema Oeste foi construído um reservatório semi-enterrado com 1.800m3 no pátio da E.T.A. interligado ao seu reservatório principal. Foi edificada uma estação elevatória própria com vazão inicial de 300m³/hora, uma adutora de PVC c/ fibra de vidro com 300mm de diâmetro e um sistema de reservação constituído por um reservatório semi-enterrado com 1.500m³ e um elevado com 200m³ localizados no Jardim das Paineiras. 

As tubulações são dotadas de ventosas e válvulas anti-golpe de aríete. O sistema se completa com a implantação de uma sub-adutora com 1.327 metros de extensão, diâmetro de 150 mm, saindo do reservatório elevado até a interligação à sub- adutora existente com 125 mm de diâmetro, localizada na Rua Henrique Pontara, Jardim Santa Fé.

No ano de 2.000 foi criado um sub setor na Zona Sul denominando sistema Sul de distribuição, localizado na Vila São João. O sistema Sul está compreendido em três reservatórios, sendo dois apoiados com 1,5 milhão de litros e um elevado com 200 mil litros, este sistema é abastecido por uma adutora de 350mm que sai do pátio da SAE, no Centro, e vai até a Rua Rio de Janeiro, onde seu diâmetro passa para 200mm chegando até o reservatório.

Está em fase final de construção o sistema de reservação de água da Vila São Silvestre, constituído por um reservatório de concreto armado apoiado com capacidade para 1 milhão de litros, e um reservatório elevado de concreto armado com 200 mil litros.

O sistema será abastecido também pela Estação Elevatória II através de adutora com 300mm de diâmetro e cêrca de 2.160 metros de extensão, construída exclusivamente para este fim. Atenderá parte da Zona Alta, compreendida pelos bairros Jardim Nazareth, Jardim Furlan, parte da Vila Moraes e parte do Parque Minas Gerais, além da Vila São Silvestre.

 
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