Saiba o que está sendo feito para acabar com o déficit de água

Saiba o que está sendo feito para acabar com o déficit de água

Saiba o que está sendo feito para acabar com o déficit de água

 

A SAE em conjunto com a Prefeitura Municipal, respeitosamente apresenta as razões pela qual  ocorre a falta de água no município, bem como as ações que estão sendo adotadas para resolução do problema.

 

A oscilação no fornecimento de água em Ourinhos não é novidade, é histórica. Em dias mais quentes, sobretudo com a chegada do verão, a falta de água em alguns pontos do município muito se agrava já que nesse período o consumo dobra. Isso traz preocupação para a população e, sobretudo  para a atual  administração do município, pois além do problema  muitos  tentam  confundir a população e distorcer a realidade dos fatos.

 

O município de Ourinhos possui uma Estação de Tratamento de Água (ETA) construída em 1962, foi projetada para atender uma população de até 50 mil habitantes, desde então, não sofreu qualquer obra de melhoramento ou ampliação.  Com o crescimento  da cidade e uma população que  hoje ultrapassa 113 mil habitantes, há décadas  a ETA está trabalhando sobrecarregada e muito acima de sua capacidade, está saturada. Com o agravante de que a rede de distribuição está desatualizada com muita perda.

 

Nesse momento é imperativo que em  uma breve cronologia dos fatos para melhor entendimento,  em agosto de 2010 a Prefeitura  contratou e recebeu, através da SAE  um Plano Diretor do Sistema de Abastecimento de Água (SAA), o qual tinha a finalidade de diagnosticar as deficiências existentes no fornecimento de água no município e propor as ações que deveriam ser adotadas para resolver o problema de falta de água.

 

·         O Plano Diretor apontou quatro alternativas para a solução do problema, as quais consistiriam em obras de grande vulto a curto, médio e longo prazo. Todas as quatro alternativas determinavam a ampliação da ETA e três  delas incluíam, também, a perfuração de poços. Mas, não houve, desde então, qualquer obra ou esboço para ampliação da ETA limitando-se as antigas gestões a realizarem a perfuração de dois poços por serem obras mais baratas. Claramente a perfuração de 02 poços não resolveu o problema que desde então vem se agravando.

 

·         Além dos inúmeros problemas técnicos, a atual gestão assumiu sem que houvesse qualquer documento que pudesse embasar a adoção de projeto e obras, inexistiam  informações claras do volume correto de água produzida e distribuída no município de Ourinhos. Tão somente era informado por servidores mais antigos que o volume de água perdido era de aproximadamente 60% ou seja, apenas 40% da água tratada estava chegando para as casas das pessoas. E isso pode ser confirmado com a recente (2019)  instalação de oito macromedidores  em adutoras que estão possibilitando mapeamento e aferições precisas sobre o que se produz e o que chega até a população.

 

·         Não bastasse o deficit crescente no abastecimento, a SAE, em 2014, 2015 e  2016 (aproximadamente 8 milhões), fechou suas contas no vermelho, gastava o que não tinha. Em 2016 o déficit orçamentário era de R$ 2.359.515,56, o que obviamente, impediu a nova administração a partir de 2017  a imediata realização de quaisquer ações visando resolver o problema do abastecimento sem que antes fossem equilibradas as contas da autarquia.

 

 

Diferentemente do que tem sido alardeado e difundido, a SAE está sim adotando inúmeras medidas para regularizar o abastecimento de água no município  mas isso não acontece num estalar de dedos. Estamos atuando diuturnamente buscando solucionar esse antigo e difícil problema que nos últimos 2 anos nota-se ter  atingido seu pico.

 

·         Diferentemente das antigas posturas, a SAE reduziu sobremaneira os seus gastos e obteve êxito em guardar aproximadamente 15 milhões entre 2017 e 2018 que estão sendo investidos exclusivamente em obras direcionadas para resolver o problema da falta de água. Como a inadiável ampliação da ETA cujos projetos necessários para a obra, hidráulico, geotécnico e cívil já estão sendo elaborados desde o ano passado. São parte das várias etapas a serem cumpridas antes do inicio de quaisquer obras, e isso demanda tempo: projetos técnicos; avaliação jurídica, licitações, contratações e inicio das obras .

 

·         Após processo licitatório no inicio deste ano, a SAE contratou a perfuração de um poço na região sul da cidade iniciada em  setembro com previsão de funcionamento em final de janeiro de 2020. E também em andamento, estudos técnicos que viabilizem  a montagem de edital para perfuração de um mais um poço nos altos da Avenida Rodrigues Alves (Bombeiros) com licitação prevista para o inicio 2020.

 

 

·         Além disso, ciente da necessidade de não só aumentar a produção de água, como também a sua distribuição, a SAE contratou e execução de um projeto basico ( previsão de entrega maio de 2020) que definirá o que precisa ser feito, priorizando as intervenções nas redes  e a construção de uma adutora exclusiva para levar água em maior quantidade até os reservatórios do centro, de onde é distribuída para outras regiões.

 

 

Infelizmente são momentos difíceis que a cidade atravessa e só serão superados quando estas obras estiverem finalizadas. Nesse momento a economia, o consumo consciente e responsável são essenciais e ajudam a minimizar o problema que pela primeira vez a administração municipal e a SAE estão empenhadas em resolver com transparência e responsabilidade.

 

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